sábado, 10 de janeiro de 2009

Os Fatos Sobre Israel e o Conflito no Oriente Médio


O conflito entre israelenses e palestinos, tão presente em todos os canais da mídia nos últimos tempos em seus aspectos de violência, terror e morte, é, na verdade, um conflito de quase um século. Não é, como muitas vezes pode transparecer do teor das notícias e dos comentários, o choque entre um Estado judaico estabelecido e um povo ainda sem pátria em sua luta por conquistá-la. É, na verdade, um conflito de quase um século entre dois conceitos: 1) o de que na antiga Palestina só haveria lugar para uma realização nacional (na visão dos árabes, um Estado palestino-árabe, excluindo-se a possibilidade de um Estado judaico); 2) o de que haveria lugar na Palestina para a convivência pacífica de dois estados nacionais: um árabe e um judaico.

A tese da convivência foi sempre a tese do movimento sionista e de todos os governos de Israel, de direita ou de esquerda. Pelo menos até o processo de paz de Oslo, em 1993, a tese árabe foi a de eliminação do Estado judaico (e dos judeus que nele viviam) e o estabelecimento de um Estado árabe. O que pareceu um grande avanço no processo de Oslo foi o aparente reconhecimento mútuo de que a única solução real para o conflito não era hegemônica, a favor de qualquer das partes, mas um acerto contratual que propiciasse o início de um processo de paz verdadeira baseada na convivência entre o Estado judaico e um Estado árabe palestino.

Por que, então, a violência atinge níveis cada vez mais perigosos, e o conflito assume aspectos de perigoso confronto bélico, com centenas de vítimas em um ano e meio? Por que o terrorismo voltou a explodir com ímpeto cada vez maior?

O Plano de Deus com Israel


"Não temas, ó vermezinho de Jacó, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu Redentor é o Santo de Israel" (Is 41.14).

Uma promessa maravilhosa! Mas onde, como e quando esta ajuda para Israel pode ser encontrada hoje? Talvez, com os EUA? Não! Ou talvez com Deus, que permitiu o Holocausto e deixou ocorrer a "intifada" (rebelião dos palestinos)? Os inimigos, cegos de ódio, não poupam nenhum sacrifício, nem a própria vida para espezinhar o "vermezinho de Jacó" e provocar uma "solução final" para poder estabelecer o chamado Estado Palestino. E isso em Eretz Israel (a terra de Israel)! O mundo sem Deus prefere crer numa mentira histórica, ao invés de crer na Palavra de Deus eternamente válida.

Lembremo-nos mais uma vez do que Deus diz do "vermezinho de Jacó": "Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o Senhor vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito" (Dt 7.6-8).

Do "vermezinho de Jacó" brotou Davi, o "Meleque (= rei) de Israel", que escolheu ser pequeno e humilde diante de Deus. Pela graça de Deus ele pôde subir ao "trono de Davi" como rei terreno e precursor do eterno Rei da Paz, Jesus Cristo.

Deus não escolhe quem busca poder, status e fama. Pelo contrário: "Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes" (1 Co 1.27). Esse é um princípio divino, que se estende por todo o Plano de Salvação.

"Palestina", como Israel é chamado por muitos hoje, é uma designação falsa, pois essa palavra é uma derivação de "pelishtim" ou "Filístia". Na verdade Israel foi oprimido temporariamente pelo "povo do mar", os filisteus, mas os conhecedores da Bíblia sabem que Davi acertou as contas com Golias e os filisteus foram vencidos. Em tempo algum a terra de Israel pertenceu aos filisteus ou aos palestinos. Os moradores da terra, antes que Israel a ocupasse, foram as gerações dos cananeus: "Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete, e aos jebuseus, aos amorreus, aos girgaseus, aos heveus, aos arqueus, aos sineus, aos arvadeus, aos zemareus e aos hamateus; e depois se espalharam as famílias dos cananeus. E o limite dos cananeus foi desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza, indo para Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa" (Gn 10.15-19), e a terra se chamava Canaã. "Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades da campina e ia armando as suas tendas até Sodoma" (Gn 13.12). Depois que Ló havia se separado de Abraão, este recebeu novamente uma confirmação da parte de Deus: "Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra (Canaã) que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre" (Gn 13.14-15).

Quando Israel entrou em Canaã, Josué recebeu a ordem divina: "Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés" (Js 1.2-3). Depois de quarenta anos de peregrinação pelo deserto, a terra de Canaã foi a pátria de Israel durante 1.500 anos até a destruição do templo no ano 70 d.C. Então Israel foi espalhado entre os povos – até que no ano de 1948, foi-lhe novamente concedida uma pátria por decisão da ONU, mas com a imposição (infeliz) de dividi-la com os árabes.

Mas de onde vem, então, o nome Palestina? O imperador romano Adriano, que odiava os judeus e os cristãos, deu esse nome à terra no ano de 135 d.C., com a intenção de que não se fizesse mais referência "ao nome Judéia de Israel". Assim foi cunhado o falso nome "Palestina" e ele ficou sendo usado desde então. Infelizmente, até as sociedades bíblicas aceitaram essa falsa denominação e a usaram nos mapas em diversas Bíblias: Palestina, ao invés de Canaã.

Aqueles que atualmente se chamam de palestinos são árabes, sejam eles muçulmanos ou cristãos. No fundo a polêmica atual entre árabes e judeus (Israel) não é um problema étnico nem político, mas um problema religioso. E por isso, na verdade, somente a Bíblia pode mostrar o caminho certo para a solução do conflito.

Israel (= Jacó) é uma designação que se refere tanto ao povo como também à terra. Povo e terra formam uma unidade inseparável. Desta forma, a terra deve pertencer aos palestinos, ou seja, aos árabes? Jamais, pois o próprio Deus garante que ela pertence a Israel. As nações deveriam prestar atenção àquilo que Deus diz do Seu "vermezinho Israel" e como Ele o protege: "Porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho" (Zc 2.8b).

A história trágica de Israel mostra que desde o início da sua existência foi oprimido continuamente por poderes inimigos e até ameaçado pelo holocausto. Holocausto significa extermínio em massa, extinção, solução final do problema judeu. Isso já começou antigamente no Egito com Faraó, que tentou dizimar os hebreus. Mas tão certo como Faraó e seus exércitos se afogaram no Mar Vermelho, também Deus acertará as contas com os atuais inimigos de Israel. Naquele tempo ainda era um único inimigo que ameaçava a Israel, hoje são as nações. Desde 1948 Israel foi envolvido em cinco guerras, às quais sobreviveu vitoriosamente. Hoje um dos seus principais inimigos, que usa pedras, punhais e bombas, está bem no meio do seu território. Contra isso é difícil usar tanques, ou aviões. Por meio de guerras e atos terroristas morreram milhares de israelenses desde a fundação do Estado, e a desejada paz desvanece cada vez mais para o "vermezinho de Jacó". Altos dignitários da política vêm a Israel e se atrevem a dar "bons" conselhos e exortações, dizendo que os judeus deveriam ceder territórios. Mas nada nem ninguém anula as promessas que Deus deu a Jacó: "Disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó. Já não te chamarás Jacó, porém Israel será o teu nome. E lhe chamou Israel. Disse-lhe mais: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; sê fecundo e multiplica-te; uma nação e multidão de nações sairão de ti, e reis procederão de ti. A terra que dei a Abraão e a Isaque dar-te-ei a ti e, depois de ti, à tua descendência" (Gn 35.10-12). Mas nem o povo como um todo nem o governo se firma nessa promessa, e infelizmente segue o caminho da "angústia de Jacó", conforme Jeremias 30.7-10: "Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela. Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço e quebrarei os teus canzis; e nunca mais estrangeiros farão escravo este povo, que servirá ao Senhor, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhe levantarei. Não temas, pois, meu servo, Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; pois eis que te livrarei das terras de longe e à tua descendência, da terra do exílio; Jacó voltará e ficará tranqüilo e em sossego; e não haverá quem o atemorize".

Nosso coração anseia por isso! A nossa oração sempre deve ser que, sem demora, Israel seja conduzido ao encontro do destino que Deus planejou para ele! Para isso é preciso ter fé baseada nas Escrituras e perseverança, não se deixando determinar pelo mal e pelo que é atualmente visível, mas sim, firmando-se nas imutáveis promessas de Deus!

Deus o chama de "vermezinho de Jacó". O Israel moderno – e "vermezinho de Jacó", será que isso combina? Ou Deus deveria fazer uma correção e mudar-lhe o nome? Com essa humilde terminologia divina ofenderíamos Israel diretamente. No máximo, esta expressão talvez possa ser engolida nas piadas judaicas ou no humor do escritor satírico israelense Ephraim Kishon. Israel se orgulha dos seus progressos tecnológicos. E não só por isso, pois em todas as áreas os judeus realizam coisas inovadoras. Por exemplo, em tempo recorde eles criaram um jardim florido e belas cidades nas areias do deserto. Não se consegue enumerar tudo o que eles estão conseguindo e realizando. E nós nos admiramos e nos alegramos com o seu sucesso, e naturalmente também porque foram vitoriosos nas cinco guerras, das quais se viram obrigados a participar. E se houver guerra novamente, Israel está preparado – e como!

Contudo, falta o essencial ao povo de Deus hoje: a confiança no Deus de seus pais Abraão, Isaque e Jacó. Israel quer ser como todos os outros povos e esquece o seu Deus. Por isso, hoje em dia, há medo e perplexidade por toda parte. Alastram-se a anarquia e a imoralidade em Israel como acontece nas outras nações. No Knesset (Parlamento) ninguém se levanta e chama ao retorno para o Deus dos pais. Para onde isso vai levar? Para a "angústia de Jacó", a Grande Tribulação. Só se pode implorar: "Senhor, tenha misericórdia deles e abrevie esse tempo!" O próprio Deus é fiador da salvação e do renascimento de Israel, que o Messias, Yeshua, Jesus Cristo, trará. Então se cumprirá o que está escrito: "Eu, o Senhor, te chamei em justiça; tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios" (Is 42.6). Por isso: nós, que amamos o judeu Jesus, formemos uma muralha de orações ao redor do "vermezinho de Jacó"! Assim o problema com os vizinhos de Israel, hoje ainda inimigos, estará resolvido: "Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra das minhas mãos, e Israel, minha herança" (Is 19.25b).

Com absoluta certeza o "vermezinho de Jacó" pode contar com a ajuda do Senhor, pois seu Redentor, o próprio Santo de Israel, comprometeu-se com Sua promessa: "Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias; desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor" (Os 2.19-20).

Naquele tempo, segundo o direito judaico, o noivado era bem mais significativo do que nos costumes do Ocidente. Um casal de noivos ficava comprometido um com o outro, pois o noivo pagava um dote por ocasião do noivado. Com isso o acordo estava selado. Em que consiste o dote em relação a Israel? "Em justiça, em juízo, e em benignidade e em misericórdias... e em fidelidade!" Qual é o fundamento de um noivado? Evidentemente é o amor! Além disso, o Senhor ainda lhes deu Seu Filho unigênito. Portanto, o que mais Israel pode esperar de Deus? Encontramos a resposta em Romanos 11.29: "Porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis" e: "se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo" (2 Tm 2.13).

Deus cumpriu Seu juramento e continua cumprindo-o. – E Israel? "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam" (Jo 1.11). E: "Não queremos que este reine sobre nós" (Lc 19.14b). Que tragédia para a própria desgraça! Que grande ofensa a Deus e a Seu Filho! Como deve ter sido dolorosa para Eles a recusa desse amor! Ouvimos como um lamento: "Estendi as mãos todo dia a um povo rebelde, que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos" (Is 65.2). Por isso Israel ainda tem de passar pelo juízo redentor, pois Deus diz por meio de Samuel: "Se, porém, não derdes ouvidos à voz do Senhor, mas, antes, fordes rebeldes ao seu mandado, a mão do Senhor será contra vós outros, com foi contra vossos pais" (1 Sm 12.15). – "Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça" (Is 59.1-2).

Poderíamos continuar jogando sobre Israel muitas outras passagens bíblicas que falam de condenação. Esta é a nossa tarefa? De maneira nenhuma! Isso não compete a nós! Nesse sentido nos chama a atenção a insistente exortação do apóstolo Paulo: "Não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará" (Rm 11.20b-21). Por acaso será que nós temos sido continuamente fiéis ao Senhor? Infelizmente, não! Somos nós melhores do que o "vermezinho de Jacó?" De modo algum! É vergonhoso constatar que o anti-semitismo não se alastra apenas nos círculos políticos, mas até em igrejas isso tem acontecido – e contagiado membros de grupos cristãos.

Desde a escolha de Israel, como povo de propriedade de Deus, o inimigo tem sempre procurado destruí-lo. Ele costuma usar dirigentes políticos como Hitler, Nasser, Kaddafi, Yasser Arafat, mas também a imprensa de esquerda. O Holocausto começou com Faraó. Na peregrinação pelo deserto foi o rei Balaque que usou os serviços do renomado adivinho e "vidente" Balaão. Este era uma sumidade no terreno do ocultismo. Balaão deveria amaldiçoar Israel por meio de suas temidas maldições mágicas, o que falhou apesar de diversas tentativas. Contra a vontade de Balaque e Balaão, ao invés de maldição, esse falso profeta teve de pronunciar as mais gloriosas palavras de bênção: "Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem... uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro" (Nm 24.9b e 17a).

A história de Israel, em muitos trechos, é uma história de sofrimentos trágicos. Finalmente houve na Suíça e em alguns outros países uma disposição para rever a História e ressarcir danos materiais às vítimas do Holocausto e seus descendentes, e se fala de revisar o passado. Mas além disso também seria importante revisar a História de Israel, sua origem e suas promessas como são ensinadas em escolas e universidades. Para isso, porém, seria necessário estudar a Bíblia! Como, entretanto, as nações e seus dirigentes estão cegos e não têm mais compromisso com a Bíblia, continuam presos à velha e antiga culpa, que é impossível de ser reparada com quaisquer bens materiais. Ninguém pode resgatar sua culpa por meio de ouro ou dinheiro! Deus não aceita nenhuma negociação de indulgências. A Palavra de Deus diz que as nações se tornaram cegas: "obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração" (Ef 4.18).

Alguém que odiava os judeus perguntou a um velho judeu:

"O que você pensa que acontecerá com o seu povo se nós continuarmos perseguindo vocês"? O judeu respondeu: "Haverá um novo feriado para nós!" "O que você quer dizer com isso?", perguntou o outro, "como vocês podem ter um novo feriado se continuarmos perseguindo vocês?" O velho judeu disse: "Veja bem, Faraó quis nos exterminar – e nós recebemos um feriado: a Páscoa! Hamã quis enforcar Mordecai e exterminar todos os judeus – e nós recebemos um novo feriado: Purim! Antiôco, o rei da Síria, quis exterminar os judeus. Ele ofereceu um porco ao deus Júpiter no templo – e Israel recebeu outro feriado: Hanucah! Hitler quis nos exterminar – e nós recebemos mais um feriado: Yom Ha’atzmaut, o Dia da Independência! Os jordanianos ocuparam Jerusalém Oriental durante 19 anos, impedindo-nos de orar no Muro das Lamentações, até que, no ano de 1967, nossos soldados libertaram Jerusalém Oriental. Desde então festejamos anualmente o Yom Yerushalaym, o Dia de Jerusalém! E caso continuarem nos perseguindo, receberemos mais feriados da parte de Deus!" E o velho judeu tem razão!

Esta história continua sendo escrita: Israel receberá outro feriado. O monumento já foi levantado. No mundo inteiro só existe um único monumento a uma guerra que ainda não aconteceu. Qualquer um tem a oportunidade de vê-lo em Megido, e a placa indicativa diz que, de acordo com Apocalipse 16.16, Deus reunirá as nações para a guerra em Armagedom. Mas não somente isso. Também se cumprirá Zacarias 14.12 assim que os inimigos de Israel atacarem Jerusalém, e a sentença está lavrada: "Esta será a praga com que o Senhor ferirá a todos os povos que guerrearem contra Jerusalém: a sua carne se apodrecerá, estando eles de pé, apodrecer-se-lhes-ão os olhos nas suas órbitas, e lhes apodrecerá a língua na boca." Por causa das armas químicas, esse cenário apocalíptico se torna compreensível. Mas nós cremos na promessa divina: "Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para salvar-te; por isso, darei cabo de todas as nações entre as quais te espalhei; de ti, porém, não darei cabo, mas castigar-te-ei em justa medida e de todo não te inocentarei" (Jr 30.11).

Da mesma maneira Deus procedeu com os israelitas na Pérsia. O livro de Ester relata uma história estranha, que soa como um conto de fadas das mil e uma noites. A vida majestosa e cheia de pompa do Oriente e as intrigas que faziam parte da corte real da Pérsia são descritas de maneira muito realista: uma grande parte de Israel não conseguia se decidir a obedecer aos profetas, Isaías e Jeremias, para deixar a Babilônia e voltar para a sua terra, embora a ordem do Senhor fosse clara: "Saí da Babilônia, fugi de entre os caldeus" (Is 48.20a), e "Saí do meio dela, ó povo meu, e salve cada um a sua vida do brasume da ira do Senhor" (Jr 51.45). O período de 70 anos de cativeiro no exílio, conforme os profetas haviam anunciado, estava no fim. O templo deveria ser novamente edificado em Jerusalém e os sacrifícios reinstituídos. Mas os judeus que haviam ficado não mostraram nenhuma vontade nesse sentido. Obviamente eles preferiram se assimilar e se acomodar na terra próspera onde se encontravam. Aí se manifestou novamente a desobediência obstinada: "Mas o meu povo não me quis escutar a voz, e Israel não me atendeu. Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos" (Sl 81.11-12). Isso teve por conseqüência inevitável: "Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a mão, e não houve quem atendesse; antes, rejeitastes todo o meu conselho e não quisestes a minha repreensão, também eu me rirei na vossa desventura, e, em vindo o vosso terror, eu zombarei" (Pv 1.24-26).

Esta não é uma séria advertência para nós? Quem pensa que sabe tudo melhor e persiste na teimosia, traz sobre si infortúnio e infelicidade. Foi a grande misericórdia de Deus que fez com que Ele, assim mesmo, aceitasse Seu povo desesperado e o salvasse para a Sua honra. A Sua misericordiosa providencial protegeu o resto do povo do aniquilamento total, e Ele também o fará no futuro! A decisão de Hamã de exterminar os judeus e enforcar Mordecai foi frustrada pelo corajoso ato da Hadassa (= Ester). "Se morrer, morrerei"! Com essa decisão corajosa ela não apenas frustrou o plano de Hamã, mas também do rei, agindo em favor do seu povo. E Hamã experimentou o dito: aquele que prepara uma forca para Israel será pendurado nela!

Mas hoje, quem tem coragem de falar a favor de Israel? Aquele que abençoa Israel será abençoado! Em memória do maravilhoso livramento da mão de Hamã, Israel festeja a cada ano, no dia 14 de adar, a Festa de Purim. Todavia, o dia de grande alegria ainda está por vir, pois Isaías anuncia ao "vermezinho de Jacó": "Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em lugar da afronta, exultareis na vossa herança; por isso, na vossa terra possuireis o dobro e tereis perpétua alegria" (Is 61.7). (Burkhard Vetsch - http://www.chamada.com.br)

Conflito em Família no Oriente Médio


Abraão é chamado de pai de todos os que crêem. Mas apenas através de Isaque, de Jacó e de seus descendentes é que Deus prometeu cumprir a Sua intenção de estabelecer o Reino de Deus na terra e oferecer salvação à humanidade. A seguir, veremos como os erros de Abraão geraram um grande conflito que chega até nossos dias no Oriente Médio. Abraão também é considerado o pai dos árabes.

O século XX será conhecido como o mais turbulento da história humana. Durante seus primeiros 45 anos, houve duas guerras mundiais que dizimaram milhões e milhões de pessoas. Esse foi o século em que o comunismo começou a florescer na Rússia e se espalhou pelo mundo. Contudo, vimos também o colapso interno do comunismo, vividamente demonstrado na queda do Muro de Berlim.

Foi no século XX que vimos também a ascensão de um espírito sinistro que enganou o povo através da tentativa de solucionar o chamado problema mundial judaico. O mesmo espírito foi responsável pelo surgimento da estrutura de poder anti-semita mais temida que o mundo já conheceu. Mais de 6 milhões de judeus pereceram nas mãos do assassino regime nazista alemão, sob a liderança de Adolf Hitler.

O Regresso dos Judeus

No século XX também experimentamos algo absolutamente singular: o retorno dos judeus à terra de seus pais. Ao final do século XIX, os primeiros colonizadores judeus começaram a chegar à terra de Israel. Eles se uniram com aqueles que já estavam ali e começaram a cultivar as partes do território chamado de Palestina. Seu objetivo era restaurar a terra, trazê-la de volta à vida e produzir comida para o povo que ainda haveria de chegar.

Naqueles primeiros dias, a terra parecia sem qualquer esperança. Mas os judeus persistiram, e o fruto do seu trabalho foi a fundação do Estado de Israel no dia 14 de maio de 1948. Desde aquela época, o foco das atenções transferiu-se dramaticamente do novo mundo, os Estados Unidos, para o velho mundo, o Oriente Médio, como sendo o centro do futuro.

Paralelamente ao desenvolvimento do moderno sionismo, com seu alvo de fazer os judeus voltarem à terra de Sião, surgiu também a fenomenal explosão da importância das nações árabes. De repente e sem que se pudesse esperar, o mundo industrializado viu-se à mercê do mundo árabe que controlava as vastas reservas de petróleo. Enquanto centenas de livros são escritos acerca do conflito do Oriente Médio e um volume de documentos quase inesgotável está à nossa disposição, queremos salientar que o conflito todo não é simplesmente algo político, religioso, militar ou econômico, mas, na realidade, é um conflito familiar. Assim como dois filhos de uma família brigam por um brinquedo, judeus e árabes continuam a brigar pela herança: a terra de Israel.

Abraão: o Início de Israel e dos Árabes

Abraão é o homem com quem esse conflito árabe/judeu começou. Ele foi uma pessoa singular porque recebeu uma promessa muito especial de Deus, o Criador.

No capítulo 11 de Gênesis lemos a respeito da tentativa malograda de conseguir uma unidade mundial através da Torre de Babel, que supostamente deveria atingir os céus. Em Gênesis 12 lemos, então: "Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra" (vv. 1-3).

Não se trata de uma bênção pronunciada por um sacerdote, um profeta ou algum grande dignitário. Esta bênção foi confirmada pela promessa quádrupla dada a Abraão por ninguém menos do que o próprio Criador do céu e da terra, o Deus eterno que sempre foi, que é e que sempre será!

Esse homem, Abraão, foi instruído por Deus a deixar tudo para trás e fazer uma jornada à Terra Santa. Ele teve de deixar seu país, sua parentela, até mesmo a casa de seu pai, e viajar para um lugar que lhe era desconhecido. E esse homem confiou no Deus vivo que lhe havia falado e partiu.

Uma das características singulares de Abraão foi que ele obedeceu naquilo que foi instruído a fazer. Ele creu em Deus e imediatamente agiu. Por esse motivo, lemos no Novo Testamento: "...para vir [Abraão] a ser o pai de todos os que crêem..." (Romanos 4.11).

Abraão era um admirável e fiel servo do Senhor. Ele creu em Deus mais do que em qualquer outra coisa. Todavia, em algumas ocasiões, Abraão permitiu que a sua carne corresse em paralelo à sua vida de fé.

Por isso o conflito que vemos hoje no Oriente Médio pode ser remontado às origens desse grande patriarca do povo de Israel e dos árabes.

Abraão e os Árabes

A paciência de Sarai, esposa de Abraão, esgotou-se primeiro: "Disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai" (Gênesis 16.2).

Abraão, que tinha 86 anos de idade, teve um momento de fraqueza. Ele se esqueceu de Deus e logicamente chegou ao ponto onde também deve ter pensado: "Nós temos de fazer alguma coisa!"

Pode bem ser que ele tenha concordado com Sarai, julgado ser essa a solução do Senhor, e deste modo seguido o conselho de sua esposa.

"Ele a possuiu, e ela concebeu. Vendo ela que havia concebido, foi sua senhora por ela desprezada" (v. 4).

Obviamente, esse não era o caminho que Deus planejara para dar uma descendência numerosa a Abraão. Imediatamente começaram os problemas. Sarai, a legítima esposa, passou a ser desprezada aos olhos de sua serva Hagar, que deu a Abraão um filho, o seu primogênito, chamado Ismael.

Se Abraão e Sara reconheceram que aquilo que fizeram estava errado, não há evidência disso nas Escrituras.

Treze anos mais tarde, entretanto, Deus falou a Abrão, agora com 99 anos de idade, repetindo novamente a promessa que Ele lhe fizera anos atrás.

Mas então Deus mudou o nome de Abrão para Abraão. Abrão significa "pai das alturas" ou "pai exaltado", e Abraão significa "pai de multidão".

A Oração de Abraão pelos Árabes

Depois de receber outras instruções, Abraão aparentemente começou a pensar que Deus estava confirmando Ismael como Sua semente escolhida. Ele orou: "...Tomara que viva Ismael diante de ti!" (Gênesis 17.18).

Mas Deus rapidamente o corrigiu: "De fato, Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência" (v. 19).

Apesar disso, Deus afirmou muito especificamente que havia ouvido as orações de Abraão a favor de Ismael: "Quanto a Ismael, eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerará doze príncipes, e dele farei uma grande nação" (v. 20). Mas o Senhor enfatizou que Ismael não era o portador da aliança, mas sim Isaque: "A minha aliança, porém, estabelecê-la-ei com Isaque, o qual Sara te dará à luz, neste mesmo tempo, daqui a um ano" (v. 21).

Bênçãos para Ismael

A escolha de Isaque, entretanto, não diminuiu a tremenda bênção sobre Ismael. Ismael deveria ser abençoado, ser frutífero, multiplicar-se, não apenas de maneira normal, mas "extraordinariamente". Ele seria pai de 12 príncipes e não se tornaria apenas uma nação, mas "uma grande nação".

O cumprimento dessa profecia encontra-se em Gênesis 25. Lemos na genealogia de Ismael que dele realmente descenderam 12 príncipes.

Ismael, portanto, não deve ser menosprezado ou rejeitado, pois Deus deu a ele e a seus descendentes grandiosas bênçãos e as promessas que acabamos de citar.

Entretanto, os descendentes de Ismael tornaram-se inimigos ferrenhos de Israel, descendentes de Isaque (veja Salmo 83). E permanecem assim até o dia de hoje.

Outros Descendentes de Abraão

Sara, a amada esposa de Abraão, deu à luz ao filho da promessa com 90 anos de idade e acabou morrendo aos 127 anos. Após Abraão ter enviado o seu servo para procurar uma esposa para Isaque, o que, incidentalmente, fornece-nos um quadro profético da Noiva de Cristo, achou obviamente que o seu chamado estava completado, que o seu ministério estava concluído.

Depois que Isaque se casou com Rebeca, Gênesis 25 diz: "Desposou Abraão outra mulher; chamava-se Quetura. Ela lhe deu à luz a Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá. Jocsã gerou a Seba e a Dedã; os filhos de Dedã foram: Assurim, Letusim e Leumim. Os filhos de Midiã foram: Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda. Todos estes foram filhos de Quetura. Abraão deu tudo o que possuía a Isaque. Porém, aos filhos das concubinas que tinha, deu ele presentes e, ainda em vida, os separou de seu filho Isaque, enviando-os para a terra oriental" (vv. 1-6). Abraão, já em idade avançada, criou outra família!

Pesquisando sobre a genealogia dessa família, descobrimos que os filhos de Abraão com Quetura também se tornaram inimigos ferrenhos de Israel. Portanto, vemos claramente que os árabes em geral, que reivindicam ter Abraão como pai, certamente pertencem à mesma família e estão ligados a Israel.

Nesse contexto, é extremamente interessante observar o que mostrou uma pesquisa recente:

Estudo de DNA comprova que judeus e árabes são parentes próximos, como diz a Bíblia

(...) Com uma nova técnica baseada no estudo da descendência masculina, biólogos concluíram que as várias populações judaicas não apenas são parentes próximas umas das outras, mas também de palestinos, libaneses e sírios. A descoberta significa que todos são originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há 4000 anos. Em termos genéticos significa parentesco bem próximo, maior que o existente entre os judeus e a maioria das outras populações. Quatro milênios representam apenas 200 gerações, tempo muito curto para mudanças genéticas significativas. Impressiona como o resultado da pesquisa é coerente com a versão expressa da Bíblia de que os árabes e judeus descendem de um ancestral comum, o patriarca Abraão.

(...) Os pesquisadores perceberam também que, apesar da longa diáspora, as populações judaicas mantiveram intacta a identidade biológica (...) O resultado não apenas está de acordo com a tradição bíblica como refuta as teses de que as comunidades judaicas atuais consistem principalmente de descendentes de convertidos de outras crenças... (Veja, 17/5/2000, p. 86, ênfase acrescentada)

Unidade Final

O conflito familiar no Oriente Médio não pode ser resolvido por diplomatas, nem pelos Estados Unidos, nem pela Europa e nem pelas Nações Unidas.

Apenas o próprio Senhor, o Príncipe da Paz, haverá de consegui-lo, pois Ele pagou o preço pela paz. Ele sozinho é capaz de promover a reconciliação; não a que é elaborada por hábeis políticos, num pedaço de papel, mas Ele ordenará a paz com base em Suas palavras: "...Está consumado!" Essas palavras estão seladas com Seu sangue eternamente eficaz. O verdadeiro preço pela paz já foi pago por completo!

Quando Israel finalmente O enxergar como Aquele a quem eles traspassaram e reconhecerem a Ele, o Salvador do mundo, o Messias de Israel, isto não mais ficará em segredo, mas também atingirá todas as nações ao redor de Israel. Deus, então, fará cumprir todas as promessas que deu a todos os filhos de Abraão.

O profeta Isaías previu o poder unificador do Senhor há mais de 2.700 anos: "Naquele dia, haverá estrada do Egito até à Assíria, os assírios irão ao Egito, e os egípcios, à Assíria; e os egípcios adorarão com os assírios. Naquele dia, Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra; porque o SENHOR dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança" (Isaías 19.23-25). (Arno Froese - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, setembro de 2000.

A Igreja do gosto do freguês


O movimento chamado "igreja ao gosto do freguês" está invadindo muitas denominações evangélicas, propondo evangelizar através da aplicação das últimas técnicas de marketing. Tipicamente, ele começa pesquisando os não-crentes (que um dos seus líderes chama de "desigrejados" ou "João e Maria desigrejados"). A pesquisa questiona os que não freqüentam quaisquer igrejas sobre o tipo de atração que os motivaria a assistir às reuniões. Os resultados do questionário mostram as mudanças que poderiam ser feitas nos cultos e em outros programas para atrair os "desigrejados", mantê-los na igreja e ganhá-los para Cristo. Os que desenvolvem esse método garantem o crescimento das igrejas que seguirem cuidadosamente suas diretrizes aprovadas. Praticamente falando, dá certo!

Duas igrejas são consideradas modelos desse movimento: Willow Creek Community Church (perto de Chicago), pastoreada por Bill Hybels, e Saddleback Valley Church (ao sul de Los Angeles) pastoreada por Rick Warren. Sua influência é inacreditável. Willow Creek formou sua própria associação de igrejas, com 9.500 igrejas-membros. Em 2003, 100.000 líderes de igrejas assistiram no mínimo a uma conferência para líderes realizada por Willow Creek. Acima de 250.000 pastores e líderes de mais de 125 países participaram do seminário de Rick Warren ("Uma Igreja com Propósitos"). Mais de 60 mil pastores recebem seu boletim semanal.

Visitamos Willow Creek há algum tempo. Pareceu-nos que essa igreja não poupa despesas em sua missão de atrair as massas. Depois de passar por cisnes deslizando sobre um lago cristalino, vê-se o que poderia ser confundido com a sede de uma corporação ou um shopping center de alto padrão. Ao lado do templo existe uma grande livraria e uma enorme área de alimentação completa, que oferece cinco cardápios diferentes. Uma tela panorâmica permite aos que não conseguiram lugar no santuário ou que estão na praça de alimentação assistirem aos cultos. O templo é espaçoso e moderno, equipado com três grandes telões e os mais modernos sistemas de som e iluminação para a apresentação de peças de teatro e musicais.

Sem dúvida, Willow Creek é imponente, mas não é a única megaigreja que tem como alvo alcançar os perdidos através dos mais variados métodos. Megaigrejas através dos EUA adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica e sauna, espaços para guardar equipamentos, auditórios para concertos e produções teatrais, franquias do McDonalds, tudo para o progresso do Evangelho. Pelo menos é o que dizem. Ainda que algumas igrejas estejam lotadas, sua freqüência não é o único elemento que avaliamos ao analisar essa última moda de "fazer igreja".

O alvo declarado dessas igrejas é alcançar os perdidos, o que é bíblico e digno de louvor. Mas o mesmo não pode ser dito quanto aos métodos usados para alcançar esse alvo. Vamos começar pelo marketing como uma tática para alcançar os perdidos. Fundamentalmente, marketing traça o perfil dos consumidores, descobre suas necessidades e projeta o produto (ou imagem a ser vendida) de tal forma que venha ao encontro dos desejos do consumidor. O resultado esperado é que o consumidor compre o produto. George Barna, a quem a revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) chama de "o guru do crescimento da igreja", diz que tais métodos são essenciais para a igreja de nossa sociedade consumista. Líderes evangélicos do movimento de crescimento da igreja reforçam a idéia de que o método de marketing pode ser aplicado – e eles o têm aplicado – sem comprometer o Evangelho. Será?

Em primeiro lugar o Evangelho, e mais significativamente a pessoa de Jesus Cristo, não cabem em nenhuma estratégia de mercado. Não são produtos a serem vendidos. Não podem ser modificados ou adaptados para satisfazer as necessidades de nossa sociedade consumista. Qualquer tentativa nessa direção compromete de algum modo a verdade sobre quem é Cristo e do que Ele fez por nós. Por exemplo, se os perdidos são considerados consumidores, e um mandamento básico de marketing diz que o freguês sempre tem razão, então qualquer coisa que ofenda os perdidos deve ser deixada de lado, modificada ou apresentada como sem importância. A Escritura nos diz claramente que a mensagem da cruz é "loucura para os que se perdem" e que Cristo é uma "pedra de tropeço e rocha de ofensa" (1 Co 1.18 e 1 Pe 2.8).

Algumas igrejas voltadas ao consumidor procuram evitar esse aspecto negativo do Evangelho de Cristo enfatizando os benefícios temporais de ser cristão e colocando a pessoa do consumidor como seu principal ponto de interesse. Mesmo que essa abordagem apele para a nossa geração acostumada à gratificação imediata, ela não é o Evangelho verdadeiro nem o alvo de vida do crente em Cristo.

Em segundo lugar, se você quiser atrair os perdidos oferecendo o que possa interessá-los, na maior parte do tempo estará apelando para seu lado carnal. Querendo ou não, esse parece ser o modus operandi dessas igrejas. Elas copiam o que é popular em nossa cultura – músicas das paradas de sucesso, produções teatrais, apresentações estimulantes de multimídia e mensagens positivas que não ultrapassam os trinta minutos. Essas mensagens freqüentemente são tópicas, terapêuticas, com ênfase na realização pessoal, salientando o que o Senhor pode oferecer, o que a pessoa necessita – e ajudando-a na solução de seus problemas.

Essas questões podem não importar a um número cada vez maior de pastores evangélicos, mas, ironicamente, estão se tornando evidentes para alguns observadores seculares. Em seu livro The Little Church Went to Market (A Igrejinha foi ao Mercado), o pastor Gary Gilley observa que o periódico de marketing American Demographics reconhece que as pessoas estão:

...procurando espiritualidade, não a religião. Por trás dessa mudança está a procura por uma fé experimental, uma religião do coração, não da cabeça. É uma expressão de religiosidade que não dá valor à doutrina, ao dogma, e faz experiências diretamente com a divindade, seja esta chamada "Espírito Santo" ou "Consciência Cósmica" ou o "Verdadeiro Eu". É pragmática e individual, mais centrada em redução de stress do que em salvação, mais terapêutica do que teológica. Fala sobre sentir-se bem, não sobre ser bom. É centrada no corpo e na alma e não no espírito. Alguns gurus do marketing começaram a chamar esse movimento de "indústria da experiência" (pp. 20-21). Existe outro item que muitos pastores parecem estar deixando de considerar em seu entusiasmo de promover o crescimento da igreja atraindo os não-salvos. Mesmo que os números pareçam falar mais alto nessas "igrejas ao gosto do freguês" (um número surpreendente de igrejas nos EUA (841) alcançaram a categoria de megaigreja, com 2.000 a 25.000 pessoas presentes nos finais de semana), poucos perceberam que o aumento no número de membros não se deve a um grande número de "desigrejados" juntando-se à igreja.

Durante os últimos 70 anos, a percentagem da população dos EUA que vai à igreja tem sido relativamente constante (mais ou menos 43%). Houve um crescimento, chegando a 49% em 1991 (no tempo do surgimento dessa nova modalidade de igreja), mas tal crescimento diminuiu gradualmente, retornando a 42% em 2002 (www.barna.org). De onde, então, essas megaigrejas, que têm se esforçado para acomodar pessoas que nunca se interessaram pelo Evangelho, conseguem seus membros? Na maior parte, de igrejas menores que não estão interessadas ou não têm condições financeiras de propiciar tais atrações mundanas. O que dizer das multidões de "desigrejados" que supostamente se chegaram a essas igrejas? Essas pessoas constituem uma parcela muito pequena das congregações. G.A. Pritchard estudou Willow Creek por um ano e escreveu um livro intitulado Willow Creek Seeker Services (Baker Book House, 1996). Nesse livro ele estima que os "desigrejados", que seriam o público-alvo, constituem somente 10 ou 15% dos 16.000 membros que freqüentam os cultos de Willow Creek.

Se essa percentagem é típica entre igrejas "ao gosto do freguês", o que provavelmente é o caso, então a situação é bastante perturbadora. Milhares de igrejas nos EUA e em outros países se reestruturaram completamente, transformando-se em centros de atração para "desigrejados". Isso, aliás, não é bíblico. A igreja é para a maturidade e crescimento dos santos, que saem pelo mundo para alcançar os perdidos. Contudo, essas igrejas voltaram-se para o entretenimento e a conveniência na tentativa de atrair "João e Maria", fazendo-os sentirem-se confortáveis no ambiente da igreja. Para que eles continuem freqüentando a "igreja ao gosto do freguês", evita-se o ensino profundo das Escrituras em favor de mensagens positivas, destinadas a fazer as pessoas sentirem-se bem consigo mesmas. À medida que "João e Maria" continuarem freqüentando a igreja, irão assimilar apenas uma vaga alusão ao ensino bíblico que poderá trazer convicção de pecado e verdadeiro arrependimento. O que é ainda pior, os novos membros recebem uma visão psicologizada de si mesmos que deprecia essas verdades. Contudo, por pior que seja a situação, o problema não termina por aí.

A maior parte dos que freqüentam as "igrejas ao gosto do freguês" professam ser cristãos. No entanto, eles foram atraídos a essas igrejas pelas mesmas coisas que atraíram os não-crentes, e continuam sendo alimentados pela mesma dieta biblicamente anêmica, inicialmente elaborada para não-cristãos. Na melhor das hipóteses, eles recebem leite aguado; na pior das hipóteses, "alimento" contaminado com "falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam" (2 Tm 6.20) . Certamente uma igreja pode crescer numericamente seguindo esses moldes, mas não espiritualmente.

Além do mais, não há oportunidades para os crentes crescerem na fé e tornarem-se maduros em tal ambiente. Tentando defender a "igreja ao gosto do freguês", alguns têm argumentado que os cultos durante a semana são separados para discipulado e para o estudo profundo das Escrituras. Se esse é o caso, trata-se de uma rara exceção e não da regra!

Como já notamos, a maioria dessas igrejas, no uso do seu tempo, energia e finanças tem como alvo acomodar os "desigrejados". Conseqüentemente, semana após semana, o total da congregação recebe uma mensagem diluída e requentada. Então, na quarta-feira, quando a congregação usualmente se reduz a um quarto ou a um terço do tamanho normal, será que esse pequeno grupo recebe alimentação sólida da Palavra de Deus, ensino expositivo e uma ênfase na sã doutrina? Dificilmente. Nunca encontramos uma "igreja ao gosto do freguês" onde isso acontecesse. As "refeições espirituais" oferecidas nos cultos durante a semana geralmente são reuniões de grupos e aulas visando o discernimento dos dons espirituais, ou o estudo de um "best-seller" psico-cristão, ao invés do estudo da Bíblia.

Talvez o aspecto mais negativo dessas igrejas seja sua tentativa de impressionar os "desigrejados" ao mencionar especialistas considerados autoridades em resolver todos os problemas mentais, emocionais e comportamentais das pessoas: psicólogos e psicanalistas. Nada na história da Igreja tem diminuído tanto a verdade da suficiência da Palavra de Deus no tocante a "todas as coisas que conduzem à vida e à piedade" (2 Pe 1.3) como a introdução da pseudociência da psicoterapia no meio cristão. Seus milhares de conceitos e centenas de metodologias não-comprovados são contraditórios e não científicos, totalmente não-bíblicos, como já documentamos em nossos livros e artigos anteriores. Pritchard observa:

...em Willow Creek, Hybels não somente ensina princípios psicológicos, mas freqüentemente usa esses mesmos princípios como guias interpretativos para sua exegese das Escrituras – o rei Davi teve uma crise de identidade, o apóstolo Paulo encorajou Timóteo a fazer análise e Pedro teve problemas em estabelecer seus limites. O ponto crítico é que princípios psicológicos são constantemente adicionados ao ensino de Hybels" (p. 156).

Durante minha visita a Willow Creek, o pastor Hybels trouxe uma mensagem que começou com as Escrituras e se referia aos problemas que surgem quando as pessoas mentem. Contudo, ele se apoiou no psiquiatra M. Scott Peck, o autor de The Road Less Travelled (Simon & Schuster, 1978) quanto às conseqüências desastrosas da mentira. Nesse livro, M. Scott Peck declara (pp. 269-70): "Deus quer que nos tornemos como Ele mesmo (ou Ela mesma)"!

A Saddleback Community Church está igualmente envolvida com a psicoterapia. Apesar de se dizer cristocêntrica e não centrada na psicologia, essa igreja tem um dos maiores números de centros dos Alcoólicos Anônimos e patrocina mais de uma dúzia de grupos de ajuda como "Filhos Adultos Co-Dependentes de Viciados em Drogas", "Mulheres Co-Viciadas Casadas com Homens Compulsivos Sexuais ou com Desordens de Alimentação" e daí por diante. Cada grupo é normalmente liderado por alguém "em recuperação" e os autores dos livros usados incluem psicólogos e psiquiatras (www.celebraterecovery.com). Apesar de negar o uso de psicologia popular, muito dela permeia o trabalho de Rick Warren, incluindo seu best-seller The Purpose Driven Life (A Vida Com Propósito), que já rendeu sete milhões de dólares. Em sua maior parte, o livro fala de satisfação pessoal, promove a celebração da recuperação e está cheio de psicoreferências tais como "Sansão era dependente".

A mensagem principal vinda das igrejas psicologicamente motivadas de Willow Creek e Saddleback é a de que a Palavra de Deus e o poder do Espírito Santo são insuficientes para livrar uma pessoa de um pecado habitual e para transformá-la em alguém cuja vida seja cheia de fruto e agradável a Deus. Entretanto, o que essas igrejas dizem e fazem tem sido exportado para centenas de milhares de igrejas ao redor do mundo.

Grande parte da igreja evangélica desenvolveu uma mentalidade de viagem de recreio em um cruzeiro cheio de atrações, mas isso vai resultar num "Titanic espiritual". Os pastores de "igrejas ao gosto do freguês" (e aqueles que estão desejando viajar ao lado deles) precisam cair de joelhos e ler as palavras de Jesus aos membros da igreja de Laodicéia (Ap 3.14-21). Eles eram "ricos e abastados" e, no entanto, deixaram de reconhecer que aos olhos de Deus eram "infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus". Jesus, fora da porta dessas igrejas, onde O colocaram desapercebidamente, oferece Seu conselho, a verdade da Sua Palavra, o único meio que pode fazer com que suas vidas sejam vividas conforme Sua vontade. Não pode existir nada melhor aqui na terra e na Eternidade!


Fonte: chamada.com.br

Jogador do Santos conversa com Deus e almeja um ano de “pescaria farta”


O ano de 2008 não foi bom para o Santos, que brigou para não cair no Brasileirão. Sem títulos na última temporada, o grupo inicia 2009 esperando que a “pescaria” seja farta. É o que almeja o espirituoso Roberto Brum em sua primeira entrevista no ano. O jogador, bastante religioso, crê em dias melhores para todos que rodeiam o clube.

- Estava entrando na cidade de Santos e vi o símbolo do local, que é um peixe. Comecei a conversar com Deus, pois no último ano jogamos as redes e não veio um peixe. Ele me falou sobre uma passagem da Bíblia, na qual Pedro e os outros discípulos tentavam pescar e nada vinha. Jesus apareceu e falou para jogarem a rede para o outro lado. Vieram tantos peixes que até os barcos que estavam por perto precisaram ajudar. Pedi uma pescaria farta este ano, com peixes para nós e também para os outros barcos, que são a imprensa, os funcionários, os torcedores, todos que amam o Santos - pregou o jogador.

O técnico Márcio Fernandes tem o mesmo desejo que Brum. E se baseia no caráter dos jogadores do elenco para acreditar que 2009 será muito melhor para o Peixe.

- Como comandante, tenho sempre que acreditar nisso, ou então não teria razão em continuar. Acredito muito nisso por causa do caráter e do profissionalismo dos jogadores que estão aqui. Torço para que possamos iniciar um ano bom e terminar melhor ainda - acrescentou o comandante.

Fonte: Globo Esporte e Gospel+

Jesus Vida Verão começa com polêmica


A partir desta sexta-feira(09), as areias da Praia da Costa, em Vila Velha, serão palco de mais uma edição do Jesus Vida Verão. Nos próximos três finais de semana (toda sexta e sábado), a partir das 19 horas, cerca de 30 mil pessoas por dia devem comparecer ao evento. Além dos shows musicais, também tem início a polêmica.

Os moradores da Praia da Costa reclamam do barulho e do caos no trânsito decorrentes da superlotação da praia. “A Praia da Costa não está preparada para grandes eventos, não tem espaço adequado. Ninguém é contra a Igreja Batista ou ao encontro, nós colocamos em nosso jornal da associação que o show do Lulu Santos - realizado em 2007 - trouxe transtornos, e deu muito mais gente, mas foi apenas um dia”, argumenta o presidente da Associação dos Moradores da Praia da Costa, Gilson Pacheco.

O evento é alvo de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público contra o município de Vila Velha e data do final de 2001. O processo, que está tramitando, tem o intuito de não extinguir o evento, mas de remanejá-lo para um outro local mais viável estruturalmente.

‘A praia é de todos’

Segundo o organizador do evento, o pastor Evaldo Carlos dos Santos, a Igreja não vai abrir mão do espaço na orla. “Acho que existe perseguição no aspecto de não quererem que a gente esteja ali, minimizando o que fazemos e de não enxergar o propósito desse evento. É como se a praia fosse somente daqueles moradores, mas a Constituição Federal diz que a praia é de todos”, rebateu o pastor.

Em relação à poluição sonora, ele disse que esse ano haverá novos recursos para diminuir o som para não incomodar os moradores próximos ao local. “Vamos melhorar a questão do som. Este ano estamos com um projeto novo com torres de delay, que facilitam para a pessoa que está mais distante possa ouvir o som mais próximo, e ao mesmo tempo facilita para que a gente não precise colocar uma pressão sonora muito grande nas caixas da frente do palco”, explicou.

Na última terça-feira(06), cinco secretários da Prefeitura de Vila Velha se reuniram com os representantes dos comerciantes da orla, associação dos moradores e organização do Jesus Vida Verão. A discussão foi realizada a fim de criar medidas que amenizem os impactos decorrentes do evento, já que a autorização para a localização já havia sido concedida pela gestão anterior, segundo o secretário de Transportes do município, Oswaldo Maturano.

Os comerciantes da orla sugeriram que o evento fosse transferido para a Prainha, mas a hipótese foi rejeitada pela organização. Segundo o pastor Evaldo, o evento é praiano e não tem sentido ser realizado em outra localidade. “O evento tem cara de verão, o próprio nome do evento diz, e a lei que instituiu o evento, diz claramente que ele tem que ser realizado na Praia da Costa. E temos certeza que o Jesus Vida Verão atrai um potencial turístico tremendo para a cidade. Pelo menos 40 ônibus de Belo Horizonte devem vir este ano”, destacou.

O secretário municipal de Transportes, Oswaldo Maturano, salientou que a prefeitura vai se colocar como interlocutora do processo e as discussões para a mudança ou não do evento de local vão recomeçar a partir de março. Enquanto isso, algumas medidas serão tomadas para que o Jesus Vida Verão não cause transtornos na região. Será proibido o estacionamento de veículos no lado direito da orla, na Avenida Gil Velozo; 30 guardas municipais de trânsito e 10 fiscais de transporte coletivo atuarão nos dias do evento; os semáforos da orla serão reajustados e terão um aumento no tempo de abertura e os das vias secundárias terão o tempo reduzido; entre outras medidas.

Fonte: Gazeta Online e Gospel+

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Desafio aos Batistas Brasileiros



No mês de agosto de 2008 a prefeitura de Villorba, cidade próxima a Treviso, na Itália, autorizou a compra de um terreno para que a Igreja Batista de Treviso, dirigida pelo casal missionário Pr. João Caio e Astride Bottega, construa um centro social. Isso só foi possível porque o missionário apresentou ao prefeito um plano-diretor para a construção de um centro que consiste em: um ginásio poliesportivo, uma creche, um abrigo para idosos, uma escola de música, um salão de cultos, uma lanchonete, uma livraria evangélica e um local de treinamento de obreiros. O projeto, batizado como Centro de Serviço Ágape, tem como objetivo principal a preparação de obreiros batistas para trabalharem na evangelização de muçulmanos na Europa.

Mas, para que a compra do terreno seja efetivada, a prefeitura está exigindo que o missionário apresente – até o dia 28 de fevereiro de 2009 – uma carta de compromisso das igrejas batistas brasileiras para o pagamento da propriedade.

Atualmente a Igreja Batista de Treviso funciona em um local alugado e gasta 5 mil Euros mensais com o imóvel. Com a construção e funcionamento do centro – que será financiado por uma construtora, ao longo de 20 anos – esse gasto deixará de existir e o dinheiro será investido na compra do terreno. Assim, em cinco anos, o centro poderá se tornar auto-sustentável através das entradas da creche, do ginásio, da escola de música, do abrigo para idosos, da lanchonete e da livraria. Além disso, algumas igrejas batistas brasileiras já assumiram parte desse projeto e se comprometeram em enviar ofertas para a construção do centro.

Os muçulmanos estão investindo pesado para que o Centro de Serviço Ágape não seja construído, pois sabem da possibilidade da organização de uma igreja batista reconhecida publicamente naquela região, com todas as atividades autorizadas pelo governo. Eles usam também a imigração – além da força de suas economias e o trabalho de seus missionários – como parte de suas estratégias de ocupação da Europa. Segundo dados oficiais do governo italiano, de 2003 a 2007 a imigração na Itália cresceu significativamente. Em 2003 eram mais de 58 milhões de habitantes e, em 2007, caiu para 54 milhões, mudando inclusive o quadro religioso no país. Para se ter uma idéia, dos estrangeiros que entram no país estão assim registrados: 31 % de muçulmanos, 28 % de ortodoxos, 19% de católicos, 3 % de protestantes e 2,3 % de hinduístas. Ou seja, a cada cristão que imigra para a Itália entram 10 muçulmanos, legalizados. Se forem contabilizados os imigrantes clandestinos esse número é ainda muito maior e, a cada ano, os muçulmanos ocupam mais espaços.

Se você deseja ajudar este Projeto, obtenha mais informações com a coordenação do PAM - Programa de Adoção Missionária - através dos telefones: 2122-1900 (para cidades com DDD 21) ou 0800 709 1900 (demais cidades), ou pelo e-mail: pam@jmm.org.br
Por Ailton Figueiredo

89ª. Assembléia da Convenção Batista Brasileira


Convoco o povo batista para estar em Brasília, para a 89ª. Assembléia da Convenção Batista Brasileira. Será um tempo de celebração, de louvor, de oração, de comunhão, de pregação da Palavra e de deliberação. Juntos, vamos realizar uma grande assembléia convencional. Além disso, quero desafiar cada batista brasileiro a continuar firme na fé, e na Palavra, lutando o santo combate, orando, louvando, testemunhando, fazendo discípulos e anunciando com ousadia o evangelho de Jesus Cristo a todos os brasileiros que ainda não foram alcançados. Ele nos deu uma tarefa e precisamos cumpri-la enquanto é dia, pois está chegando a noite, quando ninguém pode trabalhar. Pr. Oliveira de Araújo - Pastor da Primeira Igreja Batista de Vitória e Presidente da Convenção Batista Brasileira.

Moçambique ganha Ônibus



Moçambique, África, possui uma população em torno de 19 milhões de habitantes e uma das maiores taxas de mortalidade infantil do mundo. A expectativa de vida é de 37 anos. De cada 1.000 crianças, 100 morrem com idade inferior a cinco anos de idade. As principais causas são as doenças transmissíveis como AIDS, malária e sarampo. O tratamento da água e do esgoto, condições básicas de higiene, bem como a vacinação, são áreas ainda com muitas carências em todo o país.
Maria da Conceição Antônio é missionária e médica especializada em Nefrologia (ramo da Urologia que se dedica ao estudo da fisiologia e das doenças dos rins). Ela desenvolve seu ministério em Maputo, capital de Moçambique, dando atendimento médico à população local. A missionária sonha com a compra de um ônibus para atender outras cidades mais distantes. Só em Manica, uma das Províncias do Norte do país, 45 pessoas morreram numa única semana, em outubro de 2008, devido ao cólera. Em outra província, foram cerca de 60 casos.
Para que seu sonho se realize, a missionária pretende implantar um projeto denominado Kgomotso (palavra que significa “consolo”), por entender que o Evangelho deva ser integral, cobrindo o ser humano como um todo. A mensagem de salvação precisa ser expressa em ações relevantes para a população, quer sejam na área da educação, saúde, esportes ou outros meios que Deus nos dá.
O Projeto Kgomotso prevê a compra de um ônibus, com equipamentos médicos e um gabinete dentário, para abençoar crianças carentes de várias comunidades. Ele será uma unidade móvel que vai atender crianças das periferias de Maputo e de Gaza. O projeto dará atendimento a 100 crianças durante dois anos para melhorar a qualidade de saúde da população infantil, e ainda realizará eventos como impactos evangelísticos e recreação.
O projeto do ônibus para atendimento móvel segue no levantamento de recursos e conta com o apoio das igrejas batistas brasileiras. Se você deseja abençoar crianças moçambicanas, através desse projeto, entre em contato com a JMM pelos telefones (21) 2122-1901, de cidades com DDD 21, ou 0800 709 1900, das demais localidades.

STBNB reinaugura Capela David Mein




O Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (STBNB) celebrou solene culto em ação de graças, reinaugurou e reconsagrou a Capela David Mein, o coração da Casa dos Profetas, espaço de culto e adoração a Deus, que volta a servir à comunidade.
O culto foi iniciado com processional do diretor geral, dr. Roberto Schuler, dos membros da Câmara de Doutorado – drª Joyce Every-Clayton (coordenadora dos cursos de Teologia), dr. Zaqueu Oliveira, dr. Ney Ladeia, profª Dayse Santos Oliveira (representando o rev. Oliveira de Araújo, presidente da Convenção Batista Brasileira – CBB), dc. Lincoln Araújo (presidente da Convenção Batista de Pernambuco – CBPE), pr. Sócrates Oliveira de Souza, diretor executivo da CBB (homenageado), profª Lucia Cerqueira de Souza (esposa do homenageado), pr. Ademar Paegle (capelão do STBNB) e prof. Edson Santos (regente congregacional).
O pr. Ademar Paegle, capelão do Seminário, depois do processional e do prelúdio, iniciou o culto apresentando a restauração da Capela David Mein, obra de pedra, cimento e tinta, como espaço com finalidade de contribuir para a formação e aperfeiçoamento do caráter espiritual dos alunos e professores da instituição. Lembrou a figura de David Mein, que dedicou 31 anos a dirigi-la e 35 ao magistério teológico e, mesmo morto, ainda fala às nossas vidas pelo seu exemplo. Registradas congratulações recebidas da ABIBET e do CAB. A congregação cantou uma miscelânea de hinos prediletos de David Mein. Os momentos de louvor a Deus foram repletos de músicas inspirativas cantadas pelo grupo Puro Louvor da IB San Martin e o Coro Sinfônico (STBNB) entoou “Louve ao Senhor” e “Os que confiam no Senhor” (Bruckner).
O dr. Schuler trouxe a mensagem do culto tendo por base o texto de Marcos 4.35-38 – Seguir a Jesus. Destacou que o desafio de seguir a Jesus implica passar para o outro lado do mar, se submeter às tribulações e dificuldades da travessia, acompanhar Jesus e fazer o que ele ordena. Ir para o outro lado significa passar para o lado em que Jesus está e onde Ele deseja que estejamos, também. Ir para o lado de Jesus é uma necessidade que o homem tem para estar em comunhão com ele. Aceitar o convite para vir dirigir o Seminário implicou em mudanças na sua vida pessoal e na da sua família, mas a consciência da missão o levou a enfrentar tudo na dependência de Deus. Hoje, a tempestade que envolvia a instituição dá sinais de diminuir porque o Senhor da Vida mandou o mar se acalmar.
Após a mensagem, seguiu-se um momento de homenagem ao pr. Sócrates Oliveira de Souza, que recebeu o título de Doutor Honoris Causa, por resolução da Câmara de Doutorado do STBNB, em reconhecimento ao grande serviço prestado à denominação batista no Brasil. O agraciado recebeu a estola universitária e o diploma das mãos da drª Joyce Every-Clayton e do dr. Roberto Schuler. O pr. Sócrates agradeceu a homenagem e declarou que a recebia em nome da CBB, do Conselho e da família batista brasileira.
O culto foi encerrado depois da palavra do dr. Schuler, expondo os desafios e expectativas do STBNB, com música do Coro Sinfônico e oração gratulatória pelo dr. Zaqueu Moreira de Oliveira.

O HOMENAGEADO

O pr. Sócrates Oliveira de Souza é o atual diretor executivo da Convenção Batista Brasileira (CBB) e acumula, interinamente, a diretoria executiva da Junta de Missões Mundiais.
Sócrates Oliveira de Souza nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de abril de 1954, filho do pr. Pedro Evangelista de Souza e de Adelaide Oliveira de Souza, missionários da Junta de Missões Nacionais por mais de 35 anos, no Vale do São Francisco e no Vale do Tocantins. O pr. Sócrates é casado com a profª Lúcia Cerqueira Coelho de Souza, com quem tem duas filhas – Marianne e Camille.
O pr. Sócrates, além de bacharel em Teologia, é graduado em Engenharia Química e em Administração de Empresas, com pós-graduação em Propaganda e Marketing. É mestre em Administração, com ênfase em Planejamento e Marketing pela London Business School.
O pr. Sócrates serviu como pastor na IB Vital Brasil e na PIB Caramujo e como ministro de Educação da IB XXII de Novembro, todas em Niterói (RJ). Atuante líder na Convenção Batista Fluminense (CBF), na presidência da Junta de Mocidade, na da Junta de Educação e como secretário executivo da CBF. Pastoreou, de forma interina, várias igrejas do Estado. Assumiu a diretoria executiva da CBB em março de 2002 e, interinamente, em 2006, a Junta de Missões Nacionais. Mais tarde, empossou o pr. Fernando Brandão como seu executivo.

A CAPELA E O PATRONO

A Capela do STBNB recebeu o nome de David Mein em justa homenagem dos batistas do Brasil e de Pernambuco ao missionário que dedicou 35 anos da vida ao ensino teológico no STBNB, dos quais 31 como seu reitor.
A Capela do STBNB, o coração da Casa dos Profetas, é reinaugurada e volta ao serviço da comunidade do Seminário, depois de passar por reforma que a climatizou, com substituição da rede elétrica, da iluminação, da plataforma e receber nova pintura, adequando-a para melhor servir como templo de adoração e espaço de celebração ao Senhor da Seara. A próxima cerimônia de formatura do STBNB será realizada na Capela, atendendo a antigo anseio da comunidade do Seminário Batista.
Construída em 1984, com projeto do engenheiro Joabe Correia, batista da Paraíba, a Capela recebeu da Junta Administrativa do STBNB, como já dito, o nome de David Mein, e sua reinauguração ocorreu na véspera do 89º aniversário do obreiro.

O MISSIONÁRIO DAVID MEIN

David Mein nasceu em 21 de novembro de 1919, em Grand Rapids, Michigan (EUA), filho de Elizabeth e John Mein. Herdou da ascendência escocesa (paterna) e alemã (materna) a pontualidade, a lógica e a síntese de pensamento. Viveu no Brasil desde o primeiro ano de vida (1920), com breves intervalos, até a aposentadoria (1985).
Estudou nos Colégios Batista Alagoano (Maceió) e Americano (Recife). No Georgetown College (EUA), graduou-se bacharel em Letras e em Música (1939). No Southern Theological Baptist Seminary, Louisville (1940), recebeu os graus de Mestre (1943) e Doutor em Teologia (1944). Casado com Lou Demie, nomeado missionário da Junta de Richmond (1944), serviu no Brasil em Sergipe (1944-1948) e Pernambuco (1948-1985). O casal Lou Demie e David Mein teve os filhos: John Edwin, Margareth Ruth e Mildred Elizabeth e muitos discípulos. Sua forma e conteúdo de pregação foram objeto de tese de Jilton Moraes Castro – O valor da brevidade para a relevância da pregação: ensaio a partir de uma análise critica do trabalho homilético de David Mein –, que deu ao autor o grau de Doutor em Teologia (STBNB, 1993).
O uso racional do tempo permitiu a David Mein ensinar e dirigir o STBNB (1951-1985), pastorear a IB Cordeiro (1951-1982) e igrejas no interior (IB Viração, IBC Carpina e IB Siriji). Serviu na Convenção Batista Evangelizadora (CEBPE), como presidente (nove mandatos) e secretário executivo; na sucessora, Convenção Batista de Pernambuco (CBPE), presidente em cinco mandatos; presidente da CBB e vice-presidente em quatro mandatos. Dedicou tempo à família e para atender a múltiplos compromissos para pregar em igrejas e instituições no Brasil e Estados Unidos. Nas férias, ensinava em seminários (EUA), pregava em igrejas e divulgava o trabalho missionário no Brasil. O servo David Mein foi chamado à presença do Senhor em 1995, na cidade de Valdosta (Georgia, EUA).
Ao Senhor seja toda honra e glória e louvor, para sempre. Amém!

Escrito por FRANCISCO BONATO PEREIRA