sábado, 17 de janeiro de 2009

Terça Jovem de Louvor

Na noite desta terça (13/01), a juventude de nossa igreja realizou a tradicional Terça Jovem de Louvor, com a presença de 88 pessoas entre jovens e adultos, tivemos um culto bastante abençoado, os jovens tiveram a oportunidade de estar louvando e adorando a Deus com participações de Laíza e loraine fazendo um belo dueto, o ministério Phillos no louvor e a presença do ministério Redenção da Pibcord que com sua música levou a todos ao trono da graça e verdadeiramente sentimos a presença de Deus na vida de cada componente do grupo.O Pastor Sandrino Siqueira trouxe uma mensagem muito abençoada baseada em 1Timotéo 4:12, falou do novo momento na juventude, que é um tempo de reestruturação e desenvolver aquilo que Deus quer em as nossas vidas e o compromisso que devemos ter com Deus, pois, temos responsabilidades e o compromisso de ser fiel a quem tanto fez por nós dando sua própria vida em nosso favor.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Formatura Turminha da Biblía






Em ritmo de muita alegria, foi realizado neste domingo (11/01) em nosso templo, o culto de formatura do curso Turminha da Bíblia, foi um momento único na vida de cada criança era possível ver a alegria e brilho no olhar de cada um deles, este curso é ministrado pelo departamento infantil e dura três anos, a cada ano um novo módulo é estudado pelas crianças e tem com objetivo evangelizar e discipular crianças entre sete e doze anos, o curso é de tão importância para as crianças que mesmo depois de formadas e já em preparadas para estudar em outras salas da escola bíblicas elas mesmo assim quiseram continuar no curso, então foi logo desenvolvido um módulo avançado e hoje todo o curso dura quatro anos, aos pais interessados em matricular seus filhos devem procurar as professoras Edgleice, Andréia, Sheila, Mayara ou Gildete, as matrículas já estam abertas para novas turmas.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Cristãos palestinos falam sobre o conflito em Gaza


PALESTINA (42º) - "Todos sofrem, mas compadeço-me em especial das crianças durante esse momento difícil”, disse um líder cristão, compartilhando com a Portas Abertas sobre a situação caótica em Gaza.

Ele disse: "As crianças acordam no meio da noite, chorando ou gritando de medo com as memórias que voltam à sua mente. Num confronto anterior, caiu um foguete bem em frente à nossa casa. Muitas crianças foram traumatizadas por conflitos anteriores em Gaza. Elas viram corpos espalhados nas ruas em que costumavam brincar. Agora, tudo acontece de novo".

O líder da Igreja acrescenta: "O barulho dos bombardeios é aterrorizante. Às vezes, chamo-os de ‘a grande voz’ porque são contínuos. Você sempre ouve o barulho e nunca sabe qual edifício será o próximo a ser atingido".

Em um e-mail, Suhad Massad, esposa de pastor Hanna Massad e líder do ministério da Sociedade Bíblica em Gaza, escreveu: "A igreja (Batista de Gaza) foi danificada quando a delegacia em frente ao prédio da igreja foi bombardeada. Nesse ataque, 40 pessoas morreram, mas a Igreja só teve alguns danos. As janelas da biblioteca quebraram, mas nenhum membro da igreja se machucou".

O andar térreo do prédio da igreja (que tem mais cinco andares) foi danificado pela explosão.

O líder cristão acrescenta: "Felizmente, nenhum membro da igreja foi ferido, pois todos estavam em casa. Quase ninguém tem coragem de sair de casa, não se atrevem a ir a qualquer lugar”.

Estima-se que há atualmente 2.500 cristãos em Gaza.

Em dezembro, muitas famílias tentaram sair da cidade para visitar parentes e amigos na Cisjordânia, a fim de celebrar o Natal e fugir do conflito. Mas, de acordo com Suhad Massad: "Só os idosos receberam autorização para sair. Muitas pessoas de 18 a 35 anos não puderam deixar Gaza. Por isso, várias famílias estão separadas, o que é muito difícil. Pauline Ayyad (viúva de Rami Ayyad, gerente da Sociedade Bíblica de Gaza, morto em 7 de outubro de 2007) e seus filhos saíram da cidade em 27 de dezembro, e estão na Cisjordânia no momento".

O outro cristão comenta: "Os que estão em Gaza, por vezes, não têm idéia do que está acontecendo. Muitas vezes ficam sem energia elétrica e, conseqüentemente, sem rádio, televisão ou internet. As pessoas telefonam para familiares e amigos que vivem fora de Gaza para se manterem atualizado sobre a situação da própria cidade".

Mantenha a Igreja de Gaza em suas orações. Aqui você encontra alguns pedidos.

Tradução: Texto traduzido pela fonte


Missão Portas Abertas

Julgamento de pastor cubano é suspenso


CUBA (28º) - O julgamento do pastor Roberto Rodriguez, agendado par a 29 de dezembro, foi suspenso. Roberto é acusado de “comportamento ofensivo”.

O grupo de defesa cristão CSW acredita que isso aconteceu devido à inesperada atenção que o caso recebeu fora de Cuba.

As datas da notificação do julgamento e o julgamento em si foram próximas uma da outra, e bem após o Natal, a fim de que o caso passasse despercebido do resto do mundo.

O CSW está certo de que isso foi resultado das orações de crentes em todo o mundo.

Apesar da suspensão do julgamento, as acusações contra o pastor Roberto continuam a valer, e é possível que ele seja julgado futuramente. Essa experiência foi bastante opressiva para o pastor e causou impacto negativo em sua saúde.

Louve a Deus pelo cancelamento da audiência e ore para que as acusações contra Roberto e seu filho, pastor Eric Rodriguez, sejam retiradas. Peça sabedoria para família e para a igreja enquanto a situação legal de ambos permanece ambígua.

Tradução: Daila Fanny


Fonte: International Christian Concern

Muçulmanos bengaleses ameaçam pastor evangelista


Saiba mais sobre a Igreja Perseguida em Bangladesh

BANGLADESH (48º) - A tortura e o assédio que um pastor do distrito de Meherpur tem enfrentado por mais de um ano assomaram novamente no mês passado. Uma multidão de 4 mil muçulmanos, que comemoravam uma festa islâmica, acusaram-no de “iludir” muçulmanos.

Jhontu Biswas, 31 anos, disse que os moradores da cidade de Fubaria, 270 quilômetros a oeste de Daca, acusaram-no de iludir muçulmanos por meio de distribuição de livretos cristãos. Ele foi confrontado no dia 9 de dezembro, quando islâmicos se reuniram para a festa de sacrifício islâmica Eid al-Adha.

“Eles também me acusaram de converter os pobres, oferecendo-lhes dinheiro”, disse Jhontu. “Eles convocaram diversos jornalistas para publicar notícias contra mim e minhas atividades. Eles me fotografaram e me entrevistaram, mas não publicaram nada em seus jornais.”

Jhontu negou as acusações e os muçulmanos ameaçaram prejudicar ele e os demais que se convertessem ao cristianismo, principalmente no caso de um governo islâmico radical assumir o poder após as eleições de 29 de dezembro, disse ele.

“Eles disseram: ‘Você terá grandes problemas nesse tempo’”, disse Jhontu.

Felizmente para ele, a Grande Aliança, conduzida pela liga esquerdista Awami, obteve uma vitória esmagadora nas eleições, e ela não inclui nenhum partido fundamentalista islâmico, como o Jamaat-e-Islami.

Antes das eleições nacionais de Bangladesh, em 29 de dezembro, durante dois anos, o país foi dirigido por um governo provisório apoiado pelo exército, que impôs estado de emergência em todo o território nacional.

Caso o anterior governo de coalizão do Partido Nacionalista de Bangladesh, incluindo o Jamaat-e-Islami, assumisse o poder, os cristãos estariam em um perigo ainda maior.

“Esperamos poder exercer nossas atividades religiosas normalmente durante o período deste governo, e também esperamos que ele nos garanta todos nossos direitos constitucionais no que se refere às atividades religiosas”, disse Jhontu.

Agredido na mesquita

O pastor disse que tem estado sob pressão contínua para desistir de sua fé e não difundir o cristianismo desde que foi batizado em 14 de fevereiro de 2007.

Ele contou que estava em uma reunião com membros de sua igreja, em 31 de dezembro de 2007, quando a polícia, de repente, cercou o prédio e levou-o para fora.

Uma mulher de 36 anos, traficante de drogas, chamada Fulwara Begum, deixara uma bolsa cheia de drogas atrás de sua igreja, de acordo com um plano tramado por muçulmanos. Eles informaram à polícia, que prendeu Jhontu por posse e venda de drogas.

Mas, em vez de o levarem à delegacia, eles o levaram para uma mesquita próxima.

“Foi uma armação para me prender e difamar minha reputação, a fim de que não pudesse realizar atividades evangélicas aqui”, disse Jhontu. “Eles me disseram: "Se você aceitar o islã e pedir perdão a Alá, não faremos nada e o liberaremos." Eles me bateram com varas na mesquita, após minha veemente recusa à sua proposta.”

A polícia chamou um clérigo muçulmano para encorajar Jhontu pedir perdão por ter abraçado o cristianismo.

No dia seguinte, 1º de janeiro de 2008, a polícia enviou-o para a prisão central de Meherpur sob acusações de envolvimento com drogas, mas o carcereiro não o admitiu devido aos ferimentos que apresentava.

A polícia levou-o para um hospital próximo, onde ele recebeu tratamento por cinco ou seis horas, sendo colocado na prisão em seguida.

“Sempre que não concordava com ela, a polícia me agredia de forma desumana na delegacia”, disse ele. “Durante quase toda a noite, tentaram fazer uma lavagem cerebral para que eu aceitasse o islã. Eu não concordei com eles. Então, me torturaram.”

Após 20 dias na prisão, Jhontu foi liberado sob fiança.

Agressão a idoso

Em 16 de agosto, extremistas muçulmanos destruíram uma mercearia próxima à igreja de Jhontu. O proprietário de 78 anos, Abdus Sobhan, disse à agência de notícias Compass Direct que ele fora agredido e sua mercearia, saqueada. Arremessaram pedras e tijolos na igreja.

“Foram meus vizinhos muçulmanos que fizeram isso”, disse Abdus. “Cerca de sete ou oito pessoas vieram naquela noite e destruíram a mercearia. Sou pobre. Aquela mercearia era minha única fonte de sustento. Eles a demoliram e saquearam coisas no valor de 30 mil takas (US$ 443).”

Os muçulmanos colocaram um cartaz próximo à mercearia, designando-a como sendo de um cristão e declarando: “Não compre nada aqui”.

Abdus foi à polícia para registrar o caso. Em vez disso, os policiais lhe fizeram um monte de perguntas sobre o porquê ele se tornara um cristão. Resignado, ele saiu da delegacia.

Pai de nove filhas e dois filhos, Abdus disse que se tornara um cristão em 24 de fevereiro de 2007 juntamente com sua esposa.

O presidente da igreja da Assembléia de Deus na divisão ao sul de Khulna, Jonathan Litu Munshi, disse a Compass Direct que Jhontu foi o primeiro convertido dessa área. Através dele, de 200 a 230 pessoas receberam Cristo como seu salvador na área predominantemente muçulmana nos últimos 18 meses.

“Algumas pessoas registraram uma falsa acusação contra ele para torturá-lo, de forma que não prosseguisse com suas atividades religiosas”, disse Jonathan. “Infelizmente, um convertido septuagenário também foi surrado naquela área por sua fé em Cristo.”

O partido político islâmico Jamaat-e-Islami está influenciando os moradores, disseram os cristãos, acrescentando que funcionários do partido têm persuadido muçulmanos a não empregarem convertidos cristãos que são, em sua maioria, diaristas que ganham a vida com dificuldade.

Tradução: Getúlio Cidade


Fonte: Compass Direct

Igreja Batista de Gaza é atingida em bombardeio


A guerra entre Israel e o grupo terrorista palestino Hamas, que dura cerca de 15 dias, ceifou a vida de centenas de pessoas, entre elas vários inocentes, fragilizou a já debilitada infraestrutura da Palestina e afetou o cotidiano de uma pequena igreja em Gaza.

A Igreja Batista de Gaza suspendeu seus cultos e recomendou aos cristãos que permanecessem recolhidos até o fim dos combates. Como a igreja fica em frente a uma delegacia de polícia atacada pelo exército israelense, a melhor solução foi a interdição.

Vários cristãos de Gaza fugiram para a Cisjordânia, entre eles alguns funcionários da Sociedade Bíblica de Gaza. Mesmo em meio à guerra, a perseverança dos crentes palestinos é um exemplo para o mundo. De acordo com informações de agências de notícias, os cristãos continuam se reunindo para orar e clamar a Deus pelo fim da guerra. E quando podem, deixam suas casas e vão consolar seus vizinhos.

Porém, a situação em toda a Palestina é grave. Milhares de pessoas estão desabrigadas, não há comida suficiente para todos e os serviços básicos como luz e água estão interrompidos em várias regiões.

Ore...
Pelo fim da guerra entre Israel e os terroristas do Hamas. Peça a Deus que fortaleça os cristãos palestinos, discriminados por judeus e muçulmanos, para que perseverem em sua fé e testemunhem do amor de Deus.

Fonte: Portas Abertas

domingo, 11 de janeiro de 2009

Terças Jovem de Louvor


A juventude da 1ª Igreja Batista em Ouro Preto realiza neste mês de Janeiro as Terças Jovens de Louvor que é uma série de cultos voltados para a juventude de nossa igreja e para os jovens das igrejas de nosso Bairro. Nossa programação de férias começa nesta terça feira dia 13 de Janeiro com a presença do Ministério Redenção da PIBCORD em Rio Doce, o Grupo Phillos e ministrando a palavra o Pr. Sandrino Siqueira. E ainda nas próximas semanas termos outros grupo participando. Você é nosso convidado lembrando que é nesta terça dia 13/01, 20/01 e 27/01. Contamos com a sua presença.

sábado, 10 de janeiro de 2009

FELIZ 2009... FELIZ VIDA NOVA EM CRISTO JESUS!


Outra coisa nos importuna. Entra ano, sai ano, e tem muita gente fazendo remendos na vida. A velha roupa da nossa vida, pecadora e egoísta, não deve ser remendada. Cristo exclui qualquer obra reparadora. Precisa haver regeneração ou a produção de uma nova roupa ou criatura. Jesus disse: “Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho; porque o remendo tira a parte do vestido, e fica maior a ruptura”. Jesus usou a figura do vestido remendado para realçar seu ensino sobre a natureza do Reino. Esse pedaço de pano novo não serve de remendo ao vestido usado, pois, no primeiro esforço, rasgaria o tecido ao redor e resultaria em ruptura ainda pior. O vestido velho é a vida comum no pecado. O vestido novo é a vida de santidade, usada pelo novo homem em Cristo. Não podemos servir a dois senhores; seguir ao mundo e a Jesus ao mesmo tempo. A vida cristã exprime a simplicidade e singeleza de coração buscando a santidade.
Feliz 2009?! Percebemos que o ano novo não notifica vida nova. A vida nova dar-se-á quando nascemos da água e do espírito. Jesus disse a Nicodemos que é preciso haver confissão, arrependimento e uma nova vida a partir do novo espírito. É mudança de mente! Em segundo plano, a vida nova dar-se-á quando negamos o nosso eu a cada dia. Jesus também disse que “aquele que quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. Isto é demonstração de renúncia, sofrimento e vitória na Cruz! Em seguida, o apóstolo Paulo nos ensina que “aquele que está em Cristo é nova criatura; as coisas velhas ficaram para trás; eis que tudo se fez [está se fazendo] novo”. É verdade que o “ano findo nunca mais veremos”. E como diz o escritor João Gomes, “que a cada dia Cristo, o Guia, nos renove o coração; temos gozo, bom repouso, confiando em sua mão”. Feliz vida nova em Cristo Jesus. Viver é Cristo!

Pr. Sandrino Siqueira Sales

Recordando o Pr. Soren


Um centenário é uma efeméride que sempre nos traz reminiscências. Está findando o ano e não quero deixar de fazer referência ao Centenário do pr. João Filson Soren, este ícone importantíssimo não só dos batistas brasileiros, mas também de todos os evangélicos. Neste artigo, desejo ressaltar o quanto o admirávamos. A PIB do Rio comemorou o Centenário de nascimento do dr. Soren, tendo pregado naquela ocasião o pr. Israel Belo de Azevedo.

Admirava-se-lhe seu porte correto no púlpito. Diz-se que bastava Joaquim Nabuco levantar-se para discursar, e já era um exórdio cativante. É que sua figura atraente, sua imponência, faziam-no respeitado e acatado. Soren era assim. Sua postura no púlpito dava-lhe solenidade e respeito. Seus sermões eram sempre profundos e cheios de unção.

Admirava-se-lhe também a voz metálica, a eloqüência e a retórica. Era grande ledor de Rui Barbosa, o primoroso orador, cuja palavra inflamava as multidões. Soren arrebatava. Quando a Aliança Batista Mundial comemorou, em 1955, em Londres, o seu cinqüentenário, Soren foi o orador da solenidade. Os que o ouviram encantaram-se com a mensagem. Foi também o orador da Aliança quando comemorou seu centenário, em Londres, fazendo o Coronation Adress.

Admirava-se-lhe como professor. Ele pontificou como mestre que sabia não só transmitir conhecimentos que lhe cabia apresentar, mas também como mestre que impregnava a mente e a alma do discípulo de ideais alcandorados, deixando-os com marcas indeléveis de sua forte personalidade.

Admirava-se-lhe o seu acendrado patriotismo. Foi ele o primeiro capelão evangélico brasileiro a seguir com a FEB para a Segunda Guerra Mundial. Sua atuação ali entre os nossos “pracinhas” foi de grande importância. Sua contribuição à FEB foi muito relevante. Ao retornar, criou, com os veteranos de guerra a organização CONFRATEX, que até hoje existe. Dois marechais, reconhecendo sua grande obra, teceram-lhe muitos elogios que foram publicados em documentos do Exército Brasileiro.

Admirava-se-lhe a liderança nata, segura, brilhante. Foi, por 11 vezes, presidente da Convenção Batista Brasileira. Foi reitor do Seminário do Sul, por quatro anos. Em 1960, foi eleito presidente da Aliança Batista Mundial e foi o grande intérprete de Billy Graham, no Maracanã, naquela ocasião.

E, por remate, devo ressaltar aqui a vida que foi gasta, por 50 anos, como pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, deixando um exemplo eloqüente de pastor autêntico que podia se inspirar no hino “Olhando para Cristo” (CC 570), de sua lavra, cujo estribilho cantamos sempre.

“Olhando para Cristo, grande autor da Salvação, Prossigo, pois avisto soberano galardão. De Deus ministro me revisto do poder do meu Senhor para servi-lo com todo ardor.”

Que a memória do pr. Soren, que nos é tão grata, seja sempre preservada e honrada por quantos tiveram a ventura de conviver com ele.



EBENÉZER SOARES FERREIRA

Secretário executivo da ABIBET, diretor geral do STB de Niterói (RJ)


ebenezersf@uol.com.br

Ser Batista


Ninguém nasce cristão, ninguém nasce batista.

Ser cristão e ser batista resulta de decisões que devem ser muito bem pensadas, tomadas de forma autônoma e consciente, pois implicam em radicais compromissos de vida.

Nasci no que se costuma chamar de “um lar católico”. Católicos eram meus pais e todos os meus familiares. Uma família católica.

Quando decidi (veja, eu disse decidi, o que implica em opção autônoma) ser um cristão batista, a resistência e até oposição que encontrei foi grande. Pudera! O engajamento da família na Igreja Católica podia ser assim mostrado: um primo era reitor de um Seminário Maior no Nordeste, dois outros estavam estudando no Vaticano. Promovido a cônego, um primo tornou-se o pároco da Catedral Metropolitana de Maceió. As mulheres, em sua maior parte, participavam da organização chamada “Filhas de Maria”. Eu mesmo, já fora presidente da Cruzada Eucarística e até já havia ajudado na celebração de missas.

Foi na adolescência, vivendo uma crise existencial perturbadora, que me afastei do catolicismo e vivi um tempo sem quaisquer vínculos religiosos. O rompimento era fruto do meu questionamento dos conceitos e das formas de se pensar e de se praticar o cristianismo propostos pela Igreja Católica, apesar dos muitos valores positivos que, também reconheço, nela existem.

Havia certas coisas, no ser, no pensar e no fazer católicos que eu não conseguia aceitar e com o que não pude mais conviver.

Entre essas coisas que, entendia já, não se harmonizavam com os mais fundamentais princípios de uma religiosidade saudável, estavam: o institucionalismo que faz a organização prevalecer sobre o povo; a hierarquização que sufoca a criatividade que é um dom de Deus aos homens; o autoritarismo (sempre diabólico) que inibe a reflexão livre e autônoma, e degrada o ser humano destituído de poder institucional, além de ser um obstáculo intransponível à construção da unidade na diversidade.

E eu ainda tinha problemas com certas doutrinas, incoerentes, sem base bíblica e sem consistência conceitual, que vigoravam apenas pela força do autoritarismo de um “Magistério da Igreja” que não podia ser contestado e impunha suas posições à revelia da revelação bíblica. Isso tirava do crente a possibilidade de sua autonomia, transformando-o em seguidor passivo.

Andei assim por alguns anos: sem vínculos religiosos, muitas vezes incrédulo, construindo novas certezas em cima das dúvidas que levantava e, sempre, sempre buscando verdades centrais que dessem sentido à minha vida.

Durante essa caminhada, deparei-me com opções diversas, variando do ateísmo ao mergulho em expressões de religiosidade como o Islamismo e as várias religiões asiáticas. Nenhuma conseguiu cativar-me.

Na minha avaliação, nenhuma dessas opções me proporcionava o espaço adequado para viver o mais plenamente possível a minha individualidade (com as diferenças inevitáveis disso resultante) e a minha humanidade (oferecendo-me um ambiente espiritual e sócio-cultural em que, junto com outras pessoas, pudéssemos realizar-nos como comunidade humana).

Eu pensava, e continuo pensando, que se a religião não propiciar esses dois resultados – e os dois têm a ver com a salvação, o Reino de Deus e a vida abundante propostos por Cristo – ela se distancia dos propósitos divinos. E quanto mais se distancie, mais passará a constituir-se num instrumento de controle social, num instrumento do Estado, numa mera instituição da cultura prevalecente, numa ideologia sustentadora do status-quo.

Foi no meio dessas andanças que conheci a Igreja Batista. Minhas primeiras visitas à Igreja Batista do Farol, em Maceió, deram-se por motivos meramente sociais, para atender a convite de três amigos do Colégio Batista, um deles já falecido – o inesquecível irmão e amigo pr. Daniel Rocha Guimarães.

Confesso, a esta altura, que nas primeiras e espaçadas vezes em que freqüentava aquela igreja, eu o fazia tomado por uma grande dose de preconceito, apenas para atender aos meus amigos Daniel, Tereza e Timóteo. Até porque, se abandonara a expressão maior de cristianismo na sociedade brasileira, que outra, menos relevante social e culturalmente me atrairia?

Aos poucos, entretanto, algumas marcas diferenciadas do pensar, do ser e do fazer batista começaram a despertar a minha atenção para uma nova expressão do cristianismo pela qual fui sendo irresistivelmente atraído. Dentre estas marcas diferenciadoras que fui enxergando, destaco as seguintes:



1. O crente, individualmente, numa igreja batista, pode pensar livremente, tomar suas decisões autonomamente e assumir as conseqüências de suas opções. A autonomia do indivíduo é reconhecida como um princípio batista.

2. O crente, como conseqüência da sua autonomia (liberdade para pensar, sentir e agir por si próprio), tem o direito de discordar de qualquer dos seus líderes, e a responsabilidade de colocar o seu pensamento discordante como expressão da sua singularidade pessoal e do seu compromisso de ser fiel às suas verdades e de contribuir para o enriquecimento da vida comunitária da igreja.

3. A igreja, como comunidade local, também é autônoma em suas decisões e por elas responsável diante de si mesma, de Deus e do mundo. Governada de forma democrática, participativa e congregacional, não há poder externo que possa intervir numa igreja batista, com legitimidade, referentemente a questões religiosas.

4. Autônomas, as igrejas batistas não são independentes, ao menos enquanto partes de um mesmo povo que se define com base em uma história e princípios comuns, tendo como propósito maior a vivenciação de toda a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, que se traduz na salvação de todos os perdidos e na santificação de todos os salvos.

Para tanto, elas estabelecem laços cooperativos umas com as outras, para que juntas possam fazer o que nenhuma, mesmo a que se pense mais poderosa, pode fazer isoladamente.

5. Autônomas e responsáveis, e tendo que dar respostas relevantes para os diferentes contextos em que se situam, as igrejas batistas, unidas pelos seus princípios, são necessariamente diferentes na forma como respondem às necessidades com que se defrontam.

Como conseqüência, a unidade que caracteriza as igrejas batistas não é a opaca, triste, ética e esteticamente pobre unidade na uniformidade. Pelo contrário, é a rica, alegre e bela unidade na diversidade, a única que se harmoniza com um Deus cujo Espírito, em sua multiforme graça, abençoa os crentes que a fazem com diferentes dons e diferentes ministérios.

6. A liderança, numa igreja batista, necessariamente deve traduzir-se em serviço. Os títulos não devem estabelecer posições de poder, mas apenas ministérios, isto é, serviços a serem prestados em nome de Deus aos crentes individualmente, à comunidade como um todo e ao mundo.

Pastores e líderes, não importando os seus cada vez mais pomposos e desnecessários títulos, se vêm o ministério ou os títulos que ostentam como fonte de poder, fator de diferenciação hierárquica ou meio de vantagens pessoais, estão não só gravemente equivocados, como também produzindo doenças, desilusões e frustrações no seio do povo ao qual deveriam somente servir, servir e servir.

O pr. José Guedes dos Santos era o pastor da Igreja Batista do Farol, quando me converti e fui batizado. Retratando-o da forma mais fiel, digo que ele era apenas um servidor daquela igreja, um facilitador para que ela expressasse as marcas acima citadas. Um servo, simplesmente um servo. Aí estava a fonte de sua autoridade. Autoridade que, com o compromisso de serviço e a consciência cristã que o caracterizam, jamais deixou resvalar para o autoritarismo.

Outras coisas mais fui vendo sobre o que significa ser batista. Encantado, conquistado, apaixonado pelo que via e pelas perspectivas que se abriam diante de mim, à luz dos diferenciais acima citados e de outros mais, decidi aceitar Cristo como meu Senhor e Salvador, bem como a Bíblia como minha regra final de fé e prática, tudo à luz dos princípios batistas.

Da decisão feita em 1965, nunca me arrependi. Tenho procurado ser fiel a ela, mesmo nos meus piores momentos. Se tivesse mil vezes que tomar a mesma decisão (como de fato o fazemos a cada dia), tantas vezes cristão batista me afirmaria.

Mais ainda agora, quando vivemos uma época fascinante de ruptura, cheia de graves problemas, mas maiormente grávida de desafios e oportunidades para proclamarmos de forma relevante a nossa fé em Cristo, para sermos instrumentos para a glorificação do seu nome no meio dos homens. Desafios e oportunidades para cuja superação, estou convicto, nenhum outro grupo religioso dispõe de um conjunto tão rico e apropriado de princípios como os batistas.

Não tenho a presunção de que os batistas somos a única igreja verdadeira, nem a ilusão de que somos os donos da verdade e de que as nossas práticas são sempre corretas e coerentes com os nossos princípios.

Desconfio até que experimentamos uma crise de razoável gravidade, exatamente em razão de algumas das nossas práticas, pelo fato facilmente visível de nos termos distanciado dos nossos princípios – aqueles diferenciais que definem o ser batista e fazem de nós um grupo singular entre os demais grupos cristãos.

Essas incoerências pragmáticas e suas conseqüências sistêmicas no pensar, nas atitudes e no agir batistas (especialmente em suas formas institucionais e hierarquizadas), como as expressões recorrentes de autoritarismo, de culto à personalidade, de etnocentrismo e de intolerância com as diferenças, eu as vejo como graves equívocos e problemas. Mas também os vejo como desafios que podem e devem ser enfrentados por mim, por qualquer outro batista e por todos que estejam deles conscientes, como parte da nossa responsabilidade cristã e sem receios de que haja instâncias ou instrumentos legítimos que nos possam cercear este direito incontestável.

Ser batista, propicia-me como cristão este espaço de liberdade que me permite ser coerente com as minhas verdades, mesmo que isso me custe também o preço de ficar aparentemente sozinho, como voz clamando no deserto. Mas não é esta uma das mais fascinantes facetas do assumir plenamente a nossa humanidade: o exercício pleno da nossa liberdade e das responsabilidades nela implícitas?

Tudo o que acima afirmei, e em função do como vejo a vida e como procuro vivê-la, torna crescente em mim a certeza de que fiz a melhor escolha quando me tornei batista. No espaço comunitário batista eu encontro, em tese, o ambiente espiritual, conceitual, social e cultural em que posso realizar-me como indivíduo, como parte da “nova humanidade em Cristo” e da humanidade mais próxima e global, com tudo que isso implica em liberdade e responsabilidade.

A consciência de ter feito a escolha irresistível, mais o valor que dou à vida que vivo como conseqüência, leva-me a afirmar, como um cântico que emana do mais recôndito do meu ser: eu não saberia viver, como ser humano, sem ser cristão; eu não saberia viver, como cristão, sem ser batista.
Escrito por JOSÉ CARLOS TORRES - Pastor, secretário executivo da Convenção Batista Carioca